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Faturamento da agropecuária brasileira atinge recorde de R$ 630 bilhões em 2019, diz ministério

Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) foi impulsionado pelas vendas externas de milho e carne bovina. Para 2020, a projeção é de novo recorde.

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) encerrou 2019 com R$ 630,9 bilhões, 2,6% acima do obtido no ano anterior. O resultado é recorde para a série histórica, iniciada em 1989, de acordo com o Ministério da Agricultura. Antes, o maior índice até então tinha ocorrido em 2017 (R$ 627 bilhões).

No ano passado, as lavouras geraram um valor de R$ 411,1 bilhões e a pecuária, R$ 219,8 bilhões. 

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. 

Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária, e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil. 

Ainda segundo o ministério, o ano foi marcado pelo "crescimento extraordinário do faturamento do milho e o desempenho também excepcional da pecuária, com crescimento real de 9%. As lavouras sofreram redução de 0,5%”. 

Pode-se atribuir como força propulsora do crescimento, em grande parte, o aumento das vendas para o mercado internacional, que nos últimos meses de 2019 teve forte impacto na alta da pecuária – destacam-se a expansão das exportações de carne bovina, suína, frango, bem como o aquecimento do consumo interno de ovos. 

Os dados regionais mostram que Mato Grosso, São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás lideraram a participação no VBP em 2019. 


Projeção é de novo recorde do setor em 2020 


De acordo com o Ministério da Agricultura, os indicadores de safra e de preços agrícolas mostram estimativas preliminares para o VBP de 2020 em R$ 674,8 bilhões, 7% superior na comparação com o de 2019. 

As lavouras têm previsão de crescimento de 4,6% e a pecuária, 11,3%. Entre os produtos que apresentam melhor previsão de crescimento estão o café e a soja, que devem ter ganhos de 37,6% e 15%, respectivamente. 


Fontes: MAPA/G1 

Foto: Márcia Benevenuto